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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A Hierarquia Do Bebado

Um dos maiores erros cometidos pelos leigos em assuntos etílicos é posicionar inadequadamente o cidadão alcoolizado na hierarquia bebunística.

Por desconhecerem que há critérios técnicos regulamentados pelo Incopo, costumam chamar, às vezes, um simples biriteiro de pau-d'água ou um pinguço de pé-de-cana. Quanta ignorância!

Bebum, pinguço e biriteiro são apenas "estágios" ou "posições hierárquicas", alcançadas de forma meritória com muito denodo e competência.
Tomar um porre todo mundo toma, porém, ter status etílico é outra coisa.

De "bêbado" a "papudinho":

1 - Bêbado - É a patente mais insignificante da escala, mesmo porquê, não chega a ser um profissional. A coisa aí é definida pelo verbo de ligação: normalmente o sujeito ESTÁ bêbado, ele não É bêbado. É como os ministros. Eles não são ministros, eles estão ministros, o que também não impede que o ministro seja ou esteja bêbado. É o pé-de- chinelo da escala. O bêbado, não o ministro, é claro!

2 - Biriteiro - É o cara que, depois de alguns porres, acaba se interessando pela carreira e começa a praticar a bebunagem com regularidade. Como o fígado ainda está tinindo e a família achando que aquilo é só uma "fase passageira", ele vai metendo os cornos devagarinho. Toma três hoje, duas amanhã, pára no domingo, recomeça na terça, vomita na quinta, toma boldo na sexta, e vai indo... Como ainda não tem certo domínio sobre o álcool, acaba fazendo merda. E depois da primeira, é uma atrás da outra, para alegria dos cunhados canalhas.

3 - Bebum - É uma patente acima do biriteiro. Mais constante e mais previsível, quanto às cagadas que costuma aprontar, o bebum é aquele cara que vive pagando mico, para a vergonha da esposa e felicidade da sogra. Pode ser "sistemático". Faz merda todo dia, ou "assistemático", o que não faz mais merda, pois já tem o suficiente em estoque.

4 - Pinguço - O que faz com que um bebum seja elevado à categoria de pinguço é o horário em que passa a adentrar no recinto cachacístico.
O bebum é um notívago por excelência, quer dizer, só costuma molhar o chifre à noite, enquanto o pinguço é um "tardívago"; começa na hora que seria do almoço.
Seria, mas não é. Almoço, para pinguço, é perda de tempo. Só pode ter sido invenção de crente.

5 - Pau-d'água - É o pinguço que já perdeu o respeito da vizinhança. Embora seja uma patente alcoólica de grande carisma, a expressão "pau-d'água" é usada por muitos abstêmios como adjetivo pejorativo. E isso é sacanagem. Se o pau-d'água fosse da família deles seria "vítima do alcoolismo", agora, como não é... É o mesmo preconceito que muita gente tem contra a viadagem: se for da nossa família é "homossexual", mas se for da família do vizinho é "viado", "bichona sem-vergonha".

6 - Pé-de-cana - É o pau-d'água pobre. O cara rico, de porre, é extravagante; o pobre é impertinente. Se for rico fica eufórico; se for pobre faz vergonha. Rico fica alegre; pobre enche o saco.
Rico agita a madrugada; pobre enche os culhões. Não tem como escapar! Só enchendo os cornos para esquecer o preconceito...

7 - Papudinho - É a maior patente da escala, o último e derradeiro degrau. É quando a cara incha de vez, os olhos empapuçam, o passo fica curto, os pés engordam, as mãos vacilam, a voz se arrasta e até o anjo da guarda dá no pé.
Geralmente é um solitário. Bebe sozinho, cai sozinho, mija nas calças sozinho, e fica babando no sereno até que uma alma caridosa, normalmente um outro papudinho, se ofereça para ajudar. Ocorre que, muitas vezes, o outro papudinho está ainda mais mamado e acaba caindo também. Aí, para levantar dois papudinhos são necessários outros dois papudinhos, que quase sempre não aparecem já que estão caídos mais adiante. Daí então, só de revolta, resolvem formar mais uma dupla sertaneja só para torrar de vez com o saco dos brasileiros.

Além destas sete patentes, há algumas outras posições intermediárias como sub-bebuns, terceiros, segundos e primeiros-pinguços, biriteiros de corveta, etc., mas que são estritamente corporativas e servem tão somente para efeito de promoção.

Figuras como o "ébrio", por sua vez, não são mais reconhecidas como patente.
O ébrio, para quem não sabe, é o bebum em desuso. Ainda há
alguns poucos remanescentes no mercado cujas famílias os prendem em casa para evitar que façam merda na rua. Os poucos que ainda existem funcionam à válvula, já perderam o contraste e têm sérios problemas com o vertical.


Retirado de osvigaristas.com.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Noite De Agosto

Esta história eu escrevi a cerca de 6 meses atrás, mas por um mero acaso eu resolvi postar só hoje. Nada foi mudado na história durante esses 6 meses! Boa Leitura!


Uma noite, havia brigado com minha mulher e resolvi dar uma caminhada para espairecer. Ela pediu que eu levasse o celular. Já passava das 11h, peguei minha carteira e alguns cigarros e sai. Era uma noite fria de agosto, tinha chovido o dia inteiro. Fui caminhando sem rumo, com o pensamento absorto. Algum tempo depois resolvi parar para perguntar onde eu estava pois eu não sabia que lugar era aquele. Olhei no relógio e vi que ja era quase 1h da manhã. Decidi continuar caminhando sem perguntar que lugar era para não ter outra preocupação. Fui caminhando lentamente e pensando na briga entre eu e minha mulher, e acabei percebendo que o errado naquela história era eu. Resolvi ligar para pedir desculpas e pedir também que ela fosse me buscar... Mas havia um porém (porra, sempre há um porém nestas histórias), eu tinha deixado o celular em casa! Tentei localizar um telefone público, mas ao olhar em volta vi que não tinha nenhum. Decidi voltar por onde tinha vindo... "Por onde eu vim mesmo? Droga, não consigo lembrar por onde vim". Acendi um cigarro e continuei caminhando na direção que eu estava indo. Acabei entrando em um bairro conhecido. Ao olhar em volta localizei um orelhão e tentei ligar para casa, mas nínguem atendeu. Chamei um táxi e pedi que me levasse até minha casa. Quando desci do carro, advinha quem era o motorista... Era o vulto da história "O Sonho". Paguei a corrida e quando me virei para a casa, ela explodiu! Acordei assustado. Minha mulher me alcamou e eu lhe contei a história toda. Ela ficou meio intrigada, mas de repente começou a dar risada. Fiquei brabo com isto e quis sair de casa, mas ela pediu desculpas. Estava com sede e não tinha nada para beber em casa. Peguei o carro e fui comprar cerveja. Fui ao mercado mais próximo, mas ele estava fechado. Decidi ir a posto ali perto, mas ele também estava fechado. Então decidi ir até um supermercado 24h que tinha do outro lado da cidade. Passei por várias cenas esquisitas, e quando cheguei ao mercado, advinhem... Ele também estava fechado! "Whatahell?" pensei, "Mercado 24h não é pra ficar aberto 24h?". Fiquei furioso e decidi voltar para casa sem comprar nada mesmo. Mas eu estava com muita sede, e decidi parar em uma praça para ver se achava água. Não achei nenhuma torneira, mas achei um laguinho e fui até lá tomar água... Levei um chute nas costelas e vi que tinha um guarda me molhando com uma mangueira. Pedi para parar mas ele nao parou. Olhei para sua cara e vi que era o mesmo guarda que tinha me acordado alguns dias atrás. Me levantei e fui para minha casa. Desta vez não encotrei minha sogra na porta de casa, mas sim minha mulher. Ela parecia muito preocupada, mas quando entrei em casa ela começou a me bater por ter passado mais uma noite fora bebendo. Equanto ela falava, eu pensanva no sonho que tive e decidi sair para tomar mais umas cervejas com os companheiros de sempre. A cada meia hora mais ou menos, minha mulher me ligava querendo saber onde eu estava, e eu sempre falava que estava no parque ou no lago. Mas na verdade eu estava no bar, bebendo, lógico. Fiquei bebendo até escurecer e resolvi ir para casa. Quando cheguei encontrei minha mulher com uma 765 na mão! Tentei acalmá-la mas não consegui, então sai correndo e fui dormir na casa de um amigo voltando para casa no dia seguinte para ver se ela já estava mais calma. Mas isso é outra história e ficará para um próximo post!


Incoscientemente Escrito Por Um Bêbado, Rouco e Louco.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

02/06/2010

Aqui vai mais um poema, meio sem nexo para variar mas, fazer oq neh?! É a vida :)


Olá,
Vamos tomar um chá,
Ficar pra lá de Bagdá,
Andar de lá para cá.

Eu estudava no Colégio Agrícola,
Pois andava de Fubica,
Pegava a Marica,
E tocava Cuíca.

Quando deito na cama,
Toco sanfona,
Tomo uma canha,
E fumo maconha.

Eu vou sair,
Comprar um quati,
Fazer uma música ali,
E beber até cair.

Chegaram as mina,
Tudo de cinta liga,
Tomando caipira.
Se jogando na piscina.

Eu moro num beco,
O beco é no gueto,
O gueto é escuro,
E o ferro é burro.

Os mano na laje,
Assando uma carne,
Fazendo uma pagodaje,
Bebendo arte.

As mina na banheira,
Ao lado da lareira,
Fazendo brincadeiras,
Falando besteiras.

Um frio de racha,
A mulherada pra dança,
A carne pra assa,
E uma larica pra mata.

Agora vou nessa,
Fazer uma festa,
Beber a beça,
Falou, vou nessa...

sábado, 23 de janeiro de 2010

23 - 01 - 10

CERVEJA bem como são as coisas...
Você não me CONHAQUE,
Não sabe de onde eu VINHO.
Por isso não me CAMPARI com qualquér RUM!

Apenas isto por hoje :D

domingo, 6 de dezembro de 2009

06/12/09

Estou aqui hoje na casa do meu querido amigo RAFS, junto com meus queridos amigos Julio e Gabriel, para escrever este breve texto.

Hoje, liguei para o meu amigo RAFS para fazermos algo, ele estava ocupado e disse que me ligaria depois, mas ele nao ligou. Perto da meia noite ele e mais 3 manos vao até a minha casa me convidar para beber. No momento em que eles chegaram eu estava assistindo O Curral, comendo bife, tomando suco de abacaxi, escutando a rádio Atlantida e lendo o livro Crepúsculo. Entao compramos uns litros de whisky que compete com o Red Label e é mais barato, mas no momento eu nao lembro o nome pois é muito complicado. Após tomar uns 2 ou 3 litros eu comentei com os manos que na horas que eles chegaram na minha casa eu estava tomando O Curral, lendo o Abacaxi, assistindo o bife, escutando o Crepúsculo e fritando a Atlantida.


Este é mais um relato de um Bêbado, Rouco e Louco.

sábado, 28 de novembro de 2009

O Sonho

Já escrevi algumas histórias neste blog, mas como esta vocês nunca viram, nem aqui, nem em outro lugar.
Era noite de sexta-feira 13, ja passavam das 9h da noite. Estava bebendo desde as 2h da tarde (como sempre não lembro muito bem dos fatos acontecidos, mas vou contar para vocês o que eu conseguir lembrar).
Naquela noite, estava indo para minha casa quando encontrei um amigo que estava indo na mesma direção. Estavamos caminhando em direção a nossas casas quando vimos um vulto fazendo sinal para que nos aproximassemos. Como ja tinha tomado umas a mais, não lembrei que era sexta-feira 13 e me aproximei do vulto. Meu amigo ficou alguns passos atras meio cabrero, só observando. O vulto não falou nada, apenas fez sinal para que nós o seguissemos. Fui atrás dele mantendo uma certa distância. Como sempre estava com meu canivete no bolso, e pensei "Se ele tentar alguma coisa eu finco este canivete no bucho dele e faço ele pedir perdão de joelhos!". Após alguns minutos de caminhada, o vulto parou em frente a uma casa. Alguns segundos após agente parar, a casa explodiu! No momento da explosão eu vi um porco com a camisa do palmeira sair voando pelos ares. Fiquei intrigado com a situação e resolvi pedir para o vulto quem ele era. Este me respondeu: "Sou o seu sub consciente". "Subconsciente? Que porra é essa?" pensei. Começei a imaginar de quem seria aquela casa em chamas quando vejo ao longe um tornado vindo em minha direção. Fiquei apavorado e sai correndo. Mas aconteceu uma coisa muito estranha... eu não podia me mover, e ao olhar para meu amigo vi que ele estava petrificado. Tentei correr novamente, mas quando mais eu tentava, mais o tornado se aproximava. De repente meus pés sairam do chão e eu começei a girar como um louco. Logo após senti uma dor nas costelas... Um policial tinha me acordado com um chute e eu vi que tudo aquilo era um sonho. Perguntei que dia era, e ele me respondeu: "Hojé é sexta feira 13, seu bebado imundo!". Desesperadamente começei a gritar e sai correndo em direção a minha casa. Quando estava quase chegando em casa, advinha quem eu encontrei a me esperar na porta da minha casa... Não, não era o tal vulto. Era minha sogra! Decidi correr para o outro lado, e sabem o que eu fiz? Claro, fui tomar umas cervejas com os amigos!! Se vocês estao curiosos para saber se eu encotrei o tal vulto, não, eu não o encontrei. Encontrei apenas a minha sogra na porta de casa com um presente... Um rolo de macarrão pra bater na minha cabeça!!

Esta foi mais uma história de um Bêbado, Rouco e Louco. Até a próxima!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Bêbado

Sim, eu sou um bebado, mas sou um bebado feliz! Eu bebo para ficar feliz, por que se eu quisésse ficar triste eu ia a um enterro! Porque as pessoas não podem me aceitar como eu sou? Será que é pura inveja? Como diz aquela musica "Eu bebo sim e estou vivendo, tem gente que nao bebe e está morrendo!". Minha vida sempre foi assim, e provavelmente será até que alguem me faça mudar. O que há de melhor em beber e ser feliz? Tá, eu sei que ter uma família (esposa e filhos) também pode ser uma maneira de ser feliz! Mas como eu ainda não tenho uma família... Galera, vamos beber!!!


Noite de Azar


Uma noite, estava passeando por um bosque, tinha tomado umas a mais, nao lembro quantas, quando encontrei uma pessoa, ou sei lá o que era. Lembro - me apenas desta pessoa se aproximando como se quisésse alguma coisa. Fiquei parado esperando - a. Quando se aproximou, começou a falar com uma voz doce (acredito que era uma mulher) me pedindo que lhe fizesse companhia. Convidei -a para ir até a cidade comigo. ela aceitou. Fomos até o barzinho de um conhecido; Ela pediu um suco, e eu, lógico, uma cerveja. Ficamos horas e horas conversando, até que ela pediu se eu poderia lhe acompanhar até a sua casa. Eu disse que sim. Fomos caminhando até a sua casa. Como eu ainda nao sabia o seu nome, resolvi perguntar, mas ela disse que só me falaria quando chegasse em sua casa. Aceitei. Continuamos andando e conversando sobre assuntos derivados. A casa dela era um pouco longe do lugar onde estavamos, mas isto nao me incomodou. Após quase uma hora de caminhada, chegamos ao destino. Ela me convidou para entrar e me ofereceu umas cervejas, aceitei na hora, claro. Apos algumas cervejas ela começou a me abraçar convidando - me a ir para sua cama. Como ela era uma moça muito bonita e tinha um bom papo acabei aceitando mais um vez o seu pedido. Tirou toda a minha roupa e pediu para que eu me deitasse na cama. Me deitei. Ela ficou só de sutiã e calcinha. Notei um volume estranho entre suas pernas. Resolvi perguntar seu nome novamente. Dessa vez ela respondeu, mas nao sem antes baizar a calcinha. Seu nome era Geraldo! Fiquei espantado com a revelação. Me vesti rapidamente e começei a correr em direção a porta. Ela estava trancada! Olhei para os lados e vi uma ultima esperança... uma janela! Nao pensei em abri - la, apenas corri em sua direção e me joguei com toda a força. A janela ficou em pedaços e eu sai correndo a toda velocidade!

Moral da História: Nunca va para a cama com um mulher cujo nome você desconhece!



Por Bebado, Rouco e Louco.